Ato em Minas relembra Chacina de Unaí e reforça combate ao trabalho escravo

Jornalismo

Representantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho em Minas Gerais realizaram, nesta terça-feira (28/1), um ato em homenagem às vítimas da Chacina de Unaí, crime que completa 22 anos. A mobilização também reforçou a importância das políticas públicas de enfrentamento ao trabalho escravo no Brasil.

Em 28 de janeiro de 2004, os auditores fiscais Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares e Nelson José da Silva, além do motorista Ailton Pereira de Oliveira, foram assassinados durante uma fiscalização em fazendas na zona rural de Unaí, no Noroeste de Minas, ligadas à família Mânica.

Os irmãos Norberto e Antério Mânica foram apontados como mandantes do crime e condenados por homicídio triplamente qualificado. Antério, ex-prefeito de Unaí, morreu em maio do ano passado. Norberto Mânica foi preso em janeiro de 2025, após permanecer foragido por anos.

A data passou a ter caráter simbólico no país e, por isso, 28 de janeiro é lembrado como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e também o Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego divulgados nesta terça-feira apontam que Minas Gerais foi o terceiro estado com mais trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em 2025. Foram 393 pessoas libertadas no estado. Em todo o Brasil, 2.772 trabalhadores foram resgatados em 1.594 ações fiscais.

Apesar dos avanços, o sindicato alerta para dificuldades enfrentadas pela categoria, como o cancelamento de operações, o represamento de denúncias e a suspensão de novas fiscalizações. Segundo a entidade, esses entraves comprometem a proteção de trabalhadores em situação de extrema vulnerabilidade, que dependem da atuação do Estado para ter direitos básicos garantidos.

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