Entre 1901 e 2025, apenas 67 mulheres receberam o Prêmio Nobel, enquanto mais de 900 homens foram premiados: elas representam menos de 7% dos vencedores na história da premiação. A desigualdade também aparece na produção científica, no acesso a financiamentos e na visibilidade: os homens assinam cerca de 70% dos artigos científicos publicados no mundo. E segundo um levantamento feito no país, 81% das cientistas brasileiras afirmam que a maternidade impactou suas carreiras de forma negativa.

Para essa conversa, convidamos a cientista brasileira e professora titular do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da UFMG, Deborah Carvalho Malta, que foi vencedora do 2º Prêmio Mulheres e Ciência, na Categoria Trajetória; a Doutora em Ciências Sociais, Mestre em Comunicação Social e idealizadora do Projeto de Pesquisa “Elas na Ciência”, Lúcia Lamounier Sena; e a Doutora em Astrofísica e professora do Departamento de Física da UFMG, Bonnie Zaire, que participou da descoberta de um planeta localizado a anos-luz do nosso sistema solar. Contamos também com um depoimento da assessora da Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPEMIG, Cynthia Barbosa, sobre o trabalho da instituição no apoio e incentivo às mulheres na ciência.
O Brasil das Gerais vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 18h, ao vivo, na Rede Minas.



